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Inteligência Artificial e o desemprego em massa

É inegável que estamos vivenciando a Revolução Industrial 4.0, ou seja, estamos testemunhando o avanço de softwares que estão adquirindo autoconsciência, conhecidos como “Inteligência Artificial” (IA), que nada mais é do que um conjunto de máquinas e equipamentos capazes de reproduzirem comportamentos e afazeres humanos. Esse investimento pesado em tecnologia é fruto de um movimento empresarialista, com a finalidade de obter lucros.


O crescimento de robôs e softwares inteligentes objetiva reduzir e substituir a mão de obra. Desse modo, grandes empresas se isentam de encargos trabalhistas e tributos, o que confere a eles maior produtividade e renda. Além do mais, sem empregados, não há o risco de greves trabalhistas serem irrompidas. É nesse sentido que muito se pensa e discute acerca da precarização de postos de trabalho, até mesmo a extinção dos mesmos.


Encomendada pela Federação Brasileira de Bancos, uma pesquisa divulgada hoje (20) do Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe), revelou que 43% dos entrevistados sentem receio em perderem seus empregos em razão da Inteligência Artificial. Isso quer dizer que, a cada 10 brasileiros, 4 temem à IA.


Um relatório conduzido pela McKinsey Global Institute relatou que a expectativa é de que entre 400 a 800 milhões de pessoas, em todo o mundo, serão afetadas por essa automatização e terão que buscar outros serviços até 2030. No Brasil, mais de 15,5 milhões serão impactados. Ademais, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), afirmou em 2019, que a estimativa é de que 35 milhões de trabalhadores formais percam seus empregos para a IA.


Isso significa que devemos parar de investir em tecnologia? Frear o desenvolvimento de equipamentos e softwares inteligentes? Embora preocupe os trabalhadores, é indiscutível que a IA colaborou em diversos setores, principalmente em instituições de saúde e de educação. Talvez possamos vê-la enquanto aliada, e não concorrente. Desse modo, a utilizaríamos apenas como ferramenta de auxilio, e não de trabalho. Apesar do desemprego em massa ser uma realidade, intensificada por esses robôs autoconscientes, a discussão acerca desse agravante é complexa e exige pesquisas e discussões mais aprofundadas.

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Jornalista, 23 anos

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