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O Código Da Vinci: resenha



O Código da Vinci, livro polêmico por envolver questões religiosas, consagrou Dan Brown como um dos melhores escritores do gênero suspense. Com mais de 80 milhões de exemplares vendidos, a história deu origem ao filme estrelado por Tom Hanks, com uma bilheteria de 760 milhões de dólares.


O enredo se inicia quando Jacques Saunière, líder do Priorado de Sião (uma antiga fraternidade), é encontrado morto em uma posição semelhante ao Homem Vitruviano, de Leonardo da Vinci, dentro do Museu do Louvre, em Paris. Robert Langdon, professor universitário de Simbologia, é chamado ao local do crime para que decifre mensagens misteriosas no corpo e na cena, junto com Sophie Neveu, uma famosa criptógrafa e também, neta do falecido. Ao descobrir que as mensagens estão ligadas à uma sociedade secreta, os dois precisam decodificar o que Jacques queria lhes dizer. Além disso, a polícia começa a tratá-lo como um possível suspeito, uma vez que os dois tinham um encontrado marcado para aquela noite. Assim, Langdon e Sophie percorrem as ruas de Paris tentando desvendar o quebra-cabeça que poderá revelar um antigo e escandaloso segredo da Igreja Católica, ao mesmo tempo que fogem das autoridades locais.


Dan Brown, traz em seu livro, documentos, rituais, fraternidades e obras artísticas que correspondem à realidade, como ele mesmo assegurou na primeira página escrita. A exemplo disso, temos o Priorado de Sião, uma sociedade fundada em 1099, que teve membros importantes como Sir Isaac Newton, Botticelli e Leonardo da Vinci, carregada de controversas por supostamente proteger o segredo do Santo Graal e a Opus Dei, uma organização católica conservadora que prega práticas conhecidas como “mortificação corporal”, em que são utilizados cilícios e chicotes para a tortura, além de relatos de lavagem cerebral.



Cilício: instrumento utilizado para a tortura. Prende-se normalmente nas pernas.


O autor explora acontecimentos históricos, obras de arte, simbologia e arquitetura, fazendo com que o leitor muitas vezes se questione o que é real e o que não é, pois há uma mistura de fantasias e fatos. Por conter uma narrativa em torno de Jesus Cristo e muitas vezes, desmistificando a interpretação da Bíblia, foi um livro altamente criticado, mas que em nenhum momento satiriza a figura divina, apesar de conter algumas críticas sutis à Igreja. Outra característica que dá relevância à história são os mistérios, que sempre estão presentes: após desvendarem um enigma, são conduzidos a desvendarem outros. Caso a leitura não seja feita de modo atento, o leitor poderá se confundir facilmente com a grande quantidade e a complexidade dos personagens envolvidos.


Portanto, é um livro de tirar o fôlego, que apesar de conter certas teorias da conspiração, conduz o leitor a rever e analisar detalhes até então disfarçados em obras renomadas como Mona Lisa e A Última Ceia. E posso garantir que, cada capítulo torna a história imprevisível, e o final, surpreendente!


Já o longa adaptado em 2006, apresenta diversas falhas e furos em seu roteiro, escrito por Akiva Goldsman. A impressão que se tem é que os diretores e produtores não ousaram e exploraram pouco a narrativa e os mistérios presentes no livro. Talvez por receio da reação dos cristãos. Inclusive, a Igreja Católica tentou censurar a exibição e instigou boicotes. Além disso, os personagens são desenvolvidos pobremente.



Trailer legendado do filme O Código Da Vinci


Por ser um livro complexo, no sentido de conter muitas informações, o filme demandava algumas adaptações e modificações, que não foram bem executadas. Os enigmas são rapidamente decifrados, enquanto na obra, leva-se um pouco mais de tempo, o que nos estimula a ler cada vez mais. A exibição torna-se cansativa e por muitas vezes, pode fazer com que o telespectador se desanime. Apesar desses deslizes, contém muita ação e é bem fiel à obra original.

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Jornalista, 23 anos

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