top of page

O Chalé - resenha



Grace (Riley Keough), a fim de conhecer melhor os filhos de seu futuro marido, propõe que a família viaje para um chalé nas vésperas de Natal. Sozinha com as crianças, ela terá de enfrentar uma terrível nevasca, longe de toda civilização. Além disso, eventos estranhos começam a surgir e traumas psicológicos antigos ressurgem.


Severin Fiala e Veronika Franz, diretores do longa, conseguiram garantir tensão do início ao fim. Isso porque, dúvidas são apresentadas frequentemente, o espectador não sabe o que esperar. É um espírito? Um sonho, um delírio? O que realmente está acontecendo? A figura maligna do filme não nos é apresentada de imediato (se é que ela existe), mas a todo momento esperamos por ela.


Há uma quebra de expectativa muito grande, pois ao conferir o trailer, o telespectador pode pensar que se trata de um terror envolvendo demônios, quando na verdade, o único demônio presente são os traumas psicológicos vivenciados pela protagonista durante sua infância.



A composição técnica do filme não deixa a desejar. A ausência de cores vivas e a trilha sonora permitem o suspense e a inquietude. Ademais, o diretor de imagens usou e abusou da câmera lenta. Ora captava detalhes, ora fazia movimentos de vai e vem, em ritmo vagaroso, o que proporciona uma certa monotonia ao filme.


Apesar de não corresponder ao que eu esperava, o filme surpreendeu. Em diversos momentos me senti perturbada, pois não sabia no que e em que acreditar. Mas prometo, todas as respostas para suas dúvidas serão esclarecidas. Só não sei se elas agradarão a todos.

Comments


IMG_4417.jpg

Olá, que bom ver você por aqui!

Jornalista, 23 anos

  • Facebook
  • Instagram
  • Twitter
  • Pinterest
bottom of page